domingo, 20 de outubro de 2019

5 Lições do Poker


5 lições do Poker que podem ser Aplicadas ao Minimalismo




por Luciano Rocha


O poker é o principal esporte ao qual me dedico. Uma vez que esportes físicos não são o meu forte, decidi me enveredar pela área da mente.

Jogo poker desde 2007, porém só comecei a jogar realmente a sério – disputando torneios que valem dinheiro – ha dois anos. Desde então, mais do que ganhos monetários, passei a estudar mais a fundo a filosofia do jogo, as estratégias, o comportamento de jogadores, e toda essa pesquisa me levou a perceber o quão rico, abrangente e detalhista são cada jogada, ação e pensamento não apenas no jogo, mas na carreira de um jogador como um todo.

E dentro desse pouco tempo de estudo, percebi algumas pequenas relações entre poker e minimalismo. Certas lições, práticas e formas de pensar do jogo e da carreira se encaixam perfeitamente em uma vida mais simples e com mais foco nos momentos. Veja cinco delas aqui abaixo.


1) Foco no longo prazo

Um jogador de poker que deseje ganhar muito dinheiro em pouco tempo dificilmente terá uma carreira vitoriosa. Na verdade, ele nem mesmo será um jogador lucrativo se começar a jogar pensando dessa maneira.

No poker, o tempo é essencial. Mil jogos é uma amostragem mínima para saber se alguém tem potencial ou não. O mesmo vale para quem é minimalista: a nossa mudança de pensamento passa a ser menos voltada para prazeres imediatistas e mais concentrada para os ganhos decorrentes de uma mudança de estilo de vida permanente e duradoura. Sempre, claro, a longo prazo.


2) A importância da constância de resultados

Quem olha o poker de perto acha que todos os grandes jogadores ganham torneios milionários toda semana. Infelizmente, para quem pensa assim, a realidade é bem diferente: uma carreira lucrativa no esporte se forma da junção de pequenos resultados de longo prazo. De nada adianta ganhar um torneio milionário e passar o resto da vida tendo resultados ruins.

A adoção de um estilo minimalista também preza pela constância. Seja a constante arrumação de ambientes da nossa casa, seja realizar pequena tarefas durante o dia ao invés de uma só a cada seis meses, ter uma regularidade é o segredo para manter uma vida produtiva e feliz.


3) Jogar poucas mãos = ter poucos bens

No poker, o jogador que joga muitas mãos sem nenhum critério ou estratégia definida acabará tendo perdas frequentes e uma carreira curta. Os grandes jogadores geralmente entram em poucas mãos, procurando tirar o maior número possível de fichas do oponente.

Um minimalista tem a mesma atitude em relação a bens. Não compramos coisas em grande quantidade, mas procuramos ter as coisas que nos permitam ter mais valor com uma quantidade menor de trabalho, tempo e espaço desperdiçado.


4) Focar em pessoas e não em coisas

Apesar de ser jogado com cartas, poker é um jogo de pessoas. Trata-se de analisar cada oponente da mesa, tentar “descobrir” o que ele está pensando e usar essa informação a nosso favor. As cartas que um jogador tem pouco importam se ele não sabe fazer essa análise.

O minimalismo também se trata de pessoas. Como diz a famosa frase de encerramento do podcast The Minimalists: “love people and use things, because the opposite never works.” (“ame pessoas e use coisas, porque o oposto nunca funciona). Valorizar nossas relações familiares, amorosas e de amizade é tão importante quanto valoriza os sinais que cada adversário dá na mesa de poker.


5) Liberdade

A liberdade é tão importante para nós que está no título deste blog. No caso do poker, o jogador possui a liberdade de trabalhar para si próprio, poder fazer seus próprios horários e ganhos; e trabalhar quantas horas quiser, de onde quiser.

O minimalismo também preza pela liberdade: a liberdade de movimentação, de não estar preso a tantos problemas e a coisas que não trazem nenhuma sensação positiva para quem as possui. O fim do peso e a liberdade são umas das principais sensações que senti ao me tornar minimalista.


Conclusão

Embora ainda haja muito preconceito sobre o poker no Brasil, está claro que ele é um esporte que traz lições absolutamente valiosas para a vida em todos os aspectos.

Se algum minimalista deseja ter um hobby que estimule a mente, pode começar por aqui.




quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Estratégias de Poker - Para Iniciantes


Conheça as Melhores Estratégias para a Mesa de Poker



Diferente de outros jogos de apostas, o poker depende muito da habilidade do jogador – e menos da sorte ou das cartas que se tira. Isso porque o poker é um jogo coletivo, onde os jogadores apostam entre si e o dinheiro apostado e premiado vem sempre de outros jogadores. Ou seja, no poker, você compete para ganhar o dinheiro que seus adversários apostam. O resultado das partidas é indiferente para os cassinos ou casas de jogos, que no caso do poker garante seu rendimento cobrando pelo espaço ou por inscrições para campeonatos e afins.

Além disso, embora se trate de um jogo de cartas onde as probabilidades importam imensamente, a dinâmica do seu funcionamento torna o jogo mais sobre as atitudes, estratégias e habilidades dos jogadores do que sobre as cartas que cada um recebe. Jogadores de todos os níveis de habilidade já perderam com ótimas mãos, ganharam com mãos ruins, e entre essas vitórias e derrotas desistiu do jogo muito mais vezes, quando era prudente. Então, é importante entender que o poker também é feito de muitas apostas “descartadas”, quando se torna prudente fazê-lo. Nem sempre vale a pena pagar para ver.


Teorema fundamental do poker

Tendo isso em mente, é importante considerar o conhecido “teorema fundamental do poker”. Esse teorema é uma regra não-oficial, mas praticada quase universalmente pelos jogadores sérios e profissionais. Basicamente, ela entende que o poker deve ser jogado como se você soubesse as cartas que seus oponentes tem em mãos, e agir a partir daí. O que isso significa é que, se você não faria aquela jogada caso o oponente tenha o que você pensa que ele tem (de acordo com suas apostas, cartas na mesa, etc), então não deve fazê-la.
Da mesma maneira, o teorema fundamental também é interessante porque nos propõe também a estratégia do contra-ataque: Se o seu adversário agiria diferente ao ver suas cartas, você já está em vantagem sobre ele. É importante notar que o teorema fundamental dificilmente se aplicará quando há mais de um oponente disputando pela rodada. Ainda assim, as bases de uma estratégia inicial de poker estão dadas.
Jogue apenas se você o faria sabendo o que seus oponentes têm ou podem ter.
Faça com que seus adversários joguem diferente do que fariam caso vissem suas cartas.

Mantendo esses princípios em mente, é possível prosseguir para outras estratégias e até mesmo projetar as suas próprias. Embora o teorema central não garante apenas vitórias, com certeza minimizará suas perdas e maximizará seus ganhos.

Não blefe

Blefar no poker é extremamente tentador, especialmente para os que já estão acostumados com a dinâmica do truco e de outros “jogos-ladrão”, onde blefar é essencial para a vitória. No entanto, especialmente para os iniciantes, blefar pode – e quase sempre será – uma derrota e perda de fichas. Blefar exige que você continue jogando contra jogadores que, experientes, só continuarão apostando se eles mesmo tiverem cartas. Por isso o risco: os jogadores têm incentivo de chamar o blefe, e se o fizerem, você vai perder grandes quantias.

Nunca mostre se não precisar

Mostrar suas cartas após o final de uma partida que não resultou na abertura das mãos apenas revela informações ao seu oponente que ele poderá usar contra você. Embora alguns tentem usar como tática de intimidação ou para iludir seus oponentes, também demonstra como você age dependendo das mãos que tem, de maneiras que até você mesmo pode não perceber. Assim, o melhor é revelar o mínimo possível de informações, e sua mão é a mais importante delas. Outras coisas para se estar atento são:
- Não olhe imediatamente para suas fichas quando tiver uma boa mão. Guarde a quantidade e valor das suas fichas na cabeça.
- Evite cacuetes, a não ser que os conheça e possa usá-los a seu favor.
-Se tem pouco controle ou percepção de sinais corporais e da face, use óculos escuros e tente manter a boca inexpressiva.

Como dito antes, o poker se trata muito mais do que apenas suas cartas e as chances que elas representam de você ganhar. A prudência do jogo está em assistir e entender seus oponentes, jogar cautelosamente e, principalmente, não dar informações sobre você!




quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Relação de Dinheiro Grátis Ativos em Outubro / 2019






Relação de Dinheiro Grátis

Ativos em Outubro / 2019






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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Blefes e Disfarces no Poker


Poker tells: Sobre Expressões Corporais, Blefes e Disfarces




por Guilherme Kalil


Minta para mim

Vários de vocês devem conhecer a série Lie to Me, exibida no Brasil pelo canal Fox, inspirada no trabalho do psicólogo Paul Ekman. O mote é simples: o cientista Cal Lightman lidera uma equipe de especialistas em detectar mentiras por meio da análise de expressões e gestos das pessoas.





Essa ciência, aplicável em diversos campos da nossa vida, toma uma enorme proporção em uma mesa de poker, onde é necessário tentar decifrar com quais cartas o adversário toma uma decisão qualquer. No poker, tais reações físicas são chamadas de tells e são usadas frequentemente por jogadores da modalidade ao vivo.


Tells são reações físicas não intencionais que os jogadores apresentam ao receber suas cartas, ver um flop (primeiras três cartas comunitárias abertas em um jogo de Texas Hold'em), ver uma aposta ou ouvir o comentário de um adversário. Elas podem durar milésimos de segundos, mas o olho treinado de um jogador consegue detectá-las numa mesa de poker, numa reunião de negócios ou numa paquera.

Se fosse perguntado a qualquer jogador do mundo o que tornaria o jogo dele perfeito, a resposta provavelmente seria: “Visão de raio-X para ver as cartas do meu adversário”. Pois bem, como não há jogador com superpoderes, o que pode ser feito para se aproximar o máximo disso é estimar uma gama de mãos com as quais o adversário pagaria ou aumentaria uma aposta. A melhor forma de fazer isso é por meio de padrões de apostas e da leitura de tells.


Os tells não podem ser disfarçados?

Com muito treino, os tells podem, sim, ser reduzidos. Mas pouquíssimos jogadores estão isentos de demonstrar sua satisfação ou descontentamento com um novo fato no jogo. É por isso que muitos jogadores usam óculos escuros, capuz ou cobrem parte do rosto com as mãos. Não, não fazemos isso para ficar com cara de mau nas fotos.


Todo jogador tem os mesmos tells?

Definitivamente, não. Alguns tremem as mãos quando têm cartas muito boas, outros tremem por natureza. Há ainda casos raros de jogadores que tremem as mãos quando estão blefando. Às vezes vemos as veias pulsando no pescoço de alguns jogadores – que geralmente significa boas cartas, mas isso também pode significar que estão contando uma mentirinha.

O importante é observar o adversário por um tempo razoável para saber se aquele bater ininterrupto do pé é sinal de júbilo com a mão que recebeu ou de impaciência com a escassez de boas cartas.





Quais os tells mais comuns e como decifrá-los?

A resposta mais honesta que o sistema nervoso dá acontece dentro do segundo imediatamente após a recepção de uma informação. Por isso, uma das maiores revoluções que aconteceram no meu jogo se deu no momento em que eu parei de olhar para o flop na hora da abertura e passei a observar a reação dos meus adversários às cartas trazidas por ele.

O comportamento padrão entre os iniciantes é demonstrar fraqueza quando se tem uma mão boa e força quando a mão é ruim. À medida que os jogadores evoluem é necessário aprofundar a observação, procurando por tells que muitas vezes não são tão óbvios.


Os tells mais comuns são:

Mãos tremendo: Na maioria dos casos o adversário apresenta esse tell quando tem um jogo muito bom. O momento mais fácil de fazer essa observação é quando o adversário está fazendo sua aposta.

Olhar para as próprias cartas imediatamente após o flop: Imagine um flop com três cartas de um naipe. Um dos jogadores imediatamente olha suas cartas. Geralmente ele olha para conferir o naipe de suas cartas. Observe suas atitudes após essa conferida e aja de acordo.

Olhar para as fichas ou levar a mão até elas após o flop: Essa é clássica! Quando imediatamente após o flop um jogador tem uma dessas reações, em geral é hora de fugir. Jogadores pouco experientes em jogos ao vivo costumam fazer isso com mãos fortes.

Distância da mesa: É comum um jogador aproximar seu torso da mesa quando gosta de suas cartas. Por outro lado, muitas vezes, quando um jogador não gosta do que viu, ele se afasta da mesa.

Silêncio imediato: Seu adversário está no meio de uma conversa e, de repente, ao ver o flop, ele se cala e congela. Cuidado. Geralmente este jogador tem um bom jogo.

Padrão de apostas: Alguns jogadores apostam forte quando estão blefando e pouco quando têm cartas excelentes. Outros fazem o inverso. Esta é uma informação que pode ser excepcionalmente lucrativa contra um adversário específico.


Vídeo com um belo exemplo de tell




Um dos maiores profissionais brasileiros de poker e nosso único campeão mundial, o curitibano Alexandre Gomes, em uma linda mão jogada no PCA (PokerStars Caribbean Adventure) de 2009, nos dá um ótimo exemplo de tell:

Vi o vídeo ao lado de uma pessoa que, além de conhecer muito o Alê, estava na plateia assistindo à mão ao vivo. Essa pessoa me confidenciou que no momento em que o adversário pede a contagem das fichas e o brasileiro responde com a testa apoiada em sua mão, já tinha certeza de que Gomes não perdia mais.


Como revelar o mínimo possível?

De acordo com o maior especialista em tells na atualidade, o ex-agente do FBI Joe Navarro, que interrogou suspeitos por 25 anos, a melhor maneira de esconder os seus tells é:

- sentar-se confortavelmente,

- usar óculos escuros grandes,

- manter os cotovelos encostados na mesa

- e as mãos juntas tapando a boca e, de quebra, as veias do pescoço.






Entender os tells exige muito treinamento, claro. Ainda assim, com esse pequeno guia já é possível conseguir mais informações sobre as cartas dos parceiros, o grau de satisfação do seu chefe com o relatório feito às pressas e o quanto a gatinha está interessada no seu papo sobre como você é sensível à linguagem corporal alheia.

No entanto, lembre-se: tells são como gosto, cada um tem o seu.

Fonte: Papo de Homem




sábado, 12 de outubro de 2019

Jogadas Agressivas


Escolhendo Oportunidades Lucrativas:

Aprenda Como Armar Jogadas Agressivas




Logo depois do tiroteio na Columbine High School, no estado norte-americano do Colorado, em 1999, me lembro de ter visto um artigo de opinião que apoiava o porte de armas para alguns professores selecionados. O artigo incluía uma frase que ficou em minha cabeça desde então: “Problemas até agora impensáveis exigem soluções até agora impensáveis.”

Não importa sua opinião acerca do armamento de professores, esse não é o ponto. A questão é como percebemos novos problemas e novas soluções. Vamos a um exemplo concreto.

Na minha mais recente sessão no Harrah’s Cherokee ($1/$2 no-limit hold’em), eu estava jogando apenas o ABC do poker no começo do jogo, como normalmente faço. Gosto de persuadir a mesa a pensar que aposto ou aumento apenas quando tenho boas mãos, e dou check e fold quando não tenho. Depois que eles estiverem pensando isso, se torna muito mais fácil explorá-los com blefes e slow playings.

Depois de algumas mãos eu tinha aumentado antes do flop somente com cartas altas ou mãos especulativas como suited connectors, tive poucos callers e errei os flops. Como eu queria estabelecer uma imagem séria preferi não apostar estando totalmente air, contra vários oponentes, então optei pelo check-fold.

Depois disso ter acontecido algumas vezes percebi que um dos jogadores big stacks da mesa começou a apostar em flops que dificilmente melhorariam minhas mãos iniciais possíveis. Por exemplo, se o flop vinha , ele aparentemente pensava que eu tinha errado o flop com as mãos que eu provavelmente teria aumentado no preflop, como AJ+. Então ele arriscava roubar o pot.

Isto foi, sem dúvida, inteligente. Ele estava jogando a matemática, que diz que a maioria dos flops não melhorarão a maioria das mãos dos jogadores. Não sei se ele realmente acertava os flops ou se apenas decidia que provavelmente ninguém tinha acertado, deixando o caminho aberto para blefes seguros. De qualquer forma, ele levava os potes sem ser contestado.

Mas depois que isso aconteceu duas ou três vezes o padrão era bem óbvio para qualquer um que prestasse um pouco de atenção. Então, na próxima vez em que o mesmo padrão apareceu eu estava pronto. Eu aumentei com KJo, alguns jogadores pagaram e vimos um flop com cartas desconectados e sem ases ou cartas vestidas. E como esperado, o big stack saiu apostando $15, comigo e mais outro jogador na mão.

Baseado no mesmo raciocínio que ele usava. Eu sabia que muito provavelmente ele não havia conectado qualquer jogo forte com esse flop. Poucos jogadores de $1/$2 NLHE conseguem resistir à tentação de dar slow play em mãos grandes, como trincas. Eu estava confiante que sua aposta representava nada além de um top pair, e provavelmente menos que isso. Da mesma forma, era improvável que o outro jogador teria acertado algo grande. Então, aumentei para $40 e levei o pote.

O que importa aqui é porque isso funcionou – porque era a primeira vez que ele me via fazer esse tipo de ação. Eu fui mais agressivo do que estava sendo até então. Sua conclusão natural foi de que uma aposta agressiva e inesperada implica uma mão muito forte – como uma trinca, ou ainda par de ases ou de reis, que não precisam da ajuda do flop para ser a melhor mão.


Foi o mesmo raciocínio que me fez dar fold em cartas altas a primeira vez em que ele apostou nessa mesma situação. Concluí que ele provavelmente tinha algo grande, enquanto eu não tinha. Mas depois de ver ele fazer aquela mesma jogada algumas vezes mais, ela deixou de ser forte. Se tornou mais difícil dar crédito a ele por ter algo forte que valesse a pena apostar todas as vezes.

E, claro, se eu continuasse aumentando suas donkey bets, como fiz aquela uma vez, cedo ou tarde ele pararia de assumir que tal agressão representava uma mão forte.

Este é o ponto: A primeira vez que um oponente observador te ver tomar uma ação incomum de força, você terá muito respeito. Porém, da segunda ou da terceira vez você provavelmente não terá tanto respeito assim.

Mas então, como explorar esse conhecimento? Bom, pense um pouco. Quando você realmente tiver uma mão monstra, você quer que os oponentes paguem ou desistam? Paguem, certo? Porém, quando você faz algo muito agressivo você provavelmente terá apenas folds. Isso significa que a jogada mais inteligente é fazer movimentos agressivos quando você tiver um jogo fraco.

Então faça de novo alguma outra vez, e novamente sem uma mão forte, e você provavelmente vai se livrar de novo.

Mas na terceira vez, assumindo que seus oponentes estejam prestando atenção no jogo, é melhor que você realmente tenha a mão forte que está representando, pois neste ponto você já levantou suspeitas e a curiosidade dos seus adversários. Quando você achar que vai ser pago, aqui que você deve realmente ter a mão monstra, para extrair o máximo de valor possível das mãos que são fortes o suficiente para ousar pagar suas apostas.

A maioria dos jogadores desse nível entende tudo ao contrário. Eles são agressivos antes do flop dando limp-reraise na primeira vez em que pegam AA ou KK. Ou aplicam seu primeiro check-raise apenas depois de flopar uma trinca.

Esses jogadores não estão pensando de forma detalhada. Eles estão induzindo ao fold quando deveriam estar tentando fazer com que paguem suas apostas. Uma estratégia muito melhor é usar o crédito de ser um jogador agressivo pela primeira vez e levar um pote que você não conseguiria ganhar apenas com a força da sua mão – isto é, em um blefe puro.

E como bônus, desse jeito é bem mais divertido!

Traduzido e adaptado de: Picking Profitable Spots: Learn How to Set Up Your Aggressive Moves





quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Policiais usam Estratégia do Poker


Policial Civil usa Estratégia do Poker nas Atividades Policiais





Praticante do poker há 25 anos, o policial civil Ângelo do Rego de Araújo usa a estratégia do jogo para o seu desempenho nas atividades policiais. Ele é o terceiro melhor jogador alagoano da modalidade. Participou de inúmeros campeonatos como a Copa Nordeste e o Campeonato Brasileiro em São Paulo, conquistando o 12º lugar e o prêmio de R$ 10.800,00.

No poker, o policial civil é conhecido como Ângelo Bin Laden. Ele destaca que o jogo ajuda em sua estratégia policial. “O poker é estratégia. Com o aprimoramento no poker, comecei a ouvir mais as pessoas, identificar mentiras e falas falsas. Mentiras de pessoas que querem se livrar de um crime. E falas falsas de quando alguém quer incriminar outro em uma ocorrência na qual a pessoa não fez”, explica o policial civil, acrescentando que percebe também a fisionomia das pessoas, as características e suas falas.

Ele explica que o poker é jogado em inglês. “Todas as regras e jogadas são na língua inglesa. Em qualquer parte do mundo, o jogador terá que usar essas regras em inglês”.

De acordo com ele, o poker é bastante desenvolvido na classe social mais favorecida. “Aqueles que querem sobreviver do poker, devem levar em conta que têm que estudar muito”, adianta.


Clubes alagoanos

Para quem quer iniciar, deve procurar os dois clubes alagoanos. Em Maceió, Holdem Club na antiga Amélia Rosa, e a K2 na Rua Odilon Vasconcelos. “Nos dias de segunda, quarta e sexta têm o campeonato que o jogador não paga para entrar”, informa.

Há dois tipos de jogos: Poker de Torneio e o Poker de Cash. Ângelo não recomenda o Poker de Cash para quem está iniciando. “No Poker de Torneio, o jogador participa com número igual de fichas que o seu oponente. O de Cash é diferente. Eu posso comprar R$ 1.000,00 de fichas, e você R$ 200,00, ou seja, estarei na vantagem”, alerta.


Legalidade x ilegalidade

Tecnicamente, o poker é considerado um esporte legal, não havendo nenhum tipo de proibição em território nacional, por ser um esporte de habilidades cognitivas e inteligência emocional. “Foi provado que o poker é estratégia da mente com todo um traçado que o jogador visualiza a jogada. Então, ele não pode ser considerado jogo de azar. Se fosse, os jogadores apresentavam as cartas. Existem inúmeras modalidades de poker. A mais comum é o Texas, na qual o jogador joga com duas cartas. Há também a modalidade Omaha com quatro cartas, entre ouras”, revela Ângelo.

O que passou a ser proibido, no entanto, foi a exploração e a prática do poker em casas de jogatina, onde havia toda uma estrutura montada para que os jogadores apostassem e, eventualmente, perdessem seu dinheiro com apostas em partidas.


Campeonato

O maior Campeonato Brasileiro de Poker é o BSOP (Brazilian Series of Poke), que também é o maior da América Latina. Participam de 4 a 5 mil pessoas. As premiações chegam ao valor de R$ 1,5 milhão.

O policial civil informa que as despesas do último campeonato nacional, que ele participou, foram custeadas pela Federação Alagoana de Poker, graças ao seu desempenho e terceiro lugar conquistado no Campeonato Alagoano.


Vencedor

No poker, as estratégias traçadas pelo jogador levam de pequenas mãos a grandes mãos. “O poker é uma guerra onde a estratégia, que foi traçada antes, leva a vitória”, informa Ângelo.

Geralmente, o vencedor de cada mão de poker é o jogador que tem a mão de classificação mais alta no momento em que todas cartas são mostradas ao final da mão – conhecido como ‘showdown’ – ou o jogador que faz a última aposta não paga, vencendo sem precisar chegar em um showdown.



quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Atores Vencedores no Poker

Conheça os Atores que já Ganharam muito no Poker




Não só de contratos milionários e grandes atuações que as estrelas de cinema conseguem renda. Alguns fazem do hobby uma alternativa interessante para vencer, como é o caso de alguns atores que vamos citar que já venceram muito no poker.


Jennifer Tilly

A lista começa com Jennifer Tilly. A atriz não é muito famosa no Brasil, mas é muito reconhecida internacionalmente na sua profissão, sendo que chegou a ser indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante no filme “Tiros na Broadway”, de 1994.

Tilly tem no poker a sua segunda profissão, e já conseguiu grandes resultados. Em 2005, por exemplo, foi uma das vencedoras do torneio World Series of Poker, que é um dos maiores desse esporte, quando conseguiu a quantia de cerca de US$ 160 mil. Com uma lista extensa de torneios conquistados e boas colocações, Tily já venceu quase US$ 1 milhão nesse esporte.

Laura Prepon

Outra atriz que se destaca nas mesas é Laura Prepon. Ela é conhecida pelo trabalho em “Orange Is The New Black”, sendo uma das principais atrizes da série. Prepon não é profissional como Tily, mas frequentemente participa e torneios em Hollywood e joga alguns para caridade.



Shannon Elizabeth


E a lista das mulheres não para por aí. Famosa por ter trabalhado na série de filmes “American Pie”, Shannon Elizabeth tem uma carreira de respeito no poker. A americana considera o poker a sua segunda profissão, e já ganhou mais de US$ 55 mil nas mesas. Desde 2005 ela dedica parte do seu tempo a esse esporte.




Ray Romano

Protagonista da série “Everybody Loves Raymond”, que ficou nove temporadas no ar, Ray Romano, além de ser ator, comediante e apresentador, também é um jogador de poker nas horas vagas. Ele tem um currículo grande, com sete participações na World Series of Poker (2007, 2008, 2009, 2010, 2011, 2013 e 2015).

Com tantas participações em torneios oficiais, Romano já levou para a casa mais de US$ 20 mil em premiação.


Ben Affleck


Ben Affleck é o próximo da lista, e provavelmente o mais famoso de todos atores que gostam de poker. O ator ainda não venceu um Oscar, mas tem vários papéis de destaque no cinema, como Argo e Batman. Chegar a um bom nível no poker, como Bem Affleck conseguiu, não foi nada fácil. É um esporte que precisa de muita disciplina para obter sucesso, e o ator é um dos principais que brilham no mundo dos famosos.

Affleck é mais um que já competiu na World Series of Poker. O ponto alto na carreira de poker do ator veio em 2014, quando venceu o campeonato da Califórnia e ganhou a bagatela de US$ 356 mil.



James Woods

Um veterano na tela dos cinemas, James Woods já apareceu em mais de 70 filmes e produziu vários. Aos 69 anos, o ator tem uma longa carreira no cinema. Além das telas, Woods se destaca nas mesas, com mais de US$ 220 mil de premiação.



Tobey Maguire


Outro ator famoso na lista é Tobey Maguire. Conhecido por ter interpretado Peter Parker na série de filmes do Homem-Aranha e prestes a dirigir seu primeiro filme, ele tem história longa no poker. De acordo com Phil Hellmuth, que é um dos maiores jogadores da atualidade, Maguire já venceu cerca de US$ 10 milhões nesse esporte.

A maior parte desse dinheiro conseguido por Maguire não veio através de torneios oficiais, e sim com partidas com os amigos em que o ator, aparentemente, levou a melhor na maioria.

Atores e atrizes de diferentes idades e personalidades, e não são poucos. O poker é uma alternativa interessante para as celebridades em tempo livre, e como Maguire sabe, um bom jogador pode conseguir altas cifras nas mesas.