segunda-feira, 30 de junho de 2014

Personalidades do Poker - 48º Card


Michel "The Grinder" Mizrachi

Michael David Mizrachi "The Grinder", nasceu em Miami, Flórida em 5 de janeiro de 1981.

Mizrachi é o irmão mais novo de Robert Mizrachi, que participou de diversas etapas da WSOP e WPT.
Ele tem um irmão gêmeo Eric Mizrachi (também jogador de poker) e um irmão mais novo, Donnie, que é mágico profissional.
Mizrachi é fluente em hebraico, pois seu pai é judeu iraquiano.

Eles cresceram em North Miami Beach, e, em seguida, mudaram-se para Hollywood, na Flórida.
"The Grinder" começou a jogar poker online depois que viu seu irmão Robert ser bem sucedido.
Começou a jogar "US$ 5-10 Limit Holdem" no "Paradise Poker" e depois os "US$ 30-60 e US$ 100-200" no PokerStars.

Na juventude, Mizrachi queria se tornar um médico, mas abandonou a faculdade para jogar poker em tempo integral.

Não demorou muito para ele começar a ser conhecido não só no online como nos jogos ao vivo.
Em 2005, ele chegou à mesa final em eventos do "World Poker Tour" de back-to-back. No 2005 "World Poker Open", Michael terminou em 5º lugar e um mês depois ele ganhou o "2005 LA Poker Classic".
Seu jogo online tem contribuído para o seu sucesso, porque ele aprendeu a jogar contra uma grande variedade de jogadores.

Uma vez ele disse: "jogar online me ajudou a aprender a jogar contra jogadores passivos e agressivos. Me ajusto a muitos estilos de jogo, por isso se torna mais difícil jogar contra mim."
Perguntado o que, para ele, era a grande diferença entre jogar torneios online e jogar ao vivo e ele respondeu: "No Online você se recebe 4 vezes mais mãos do que ao vivo, mas em torneios como o WPT enfrenta um nível de adversários com muito mais habilidades".
Ele terminou em 11º no "$25.000 Championship Event", 2º no "Gold Strike World Poker Open" em Tunica e 1º no Borgata Winter Open.


Na World Series of Poker (WSOP) de 2005, Mizrachi alcançou o recorde de ficar sete vezes ITM ( In The Money ) em um único ano.
E na World Series of Poker 2008, ele terminou em terceiro lugar no "$10,000 Pot-Limit Omaha World Championship".

Em 2010, Michael adicionou mais uma vitória ao seu currículo quando ganhou o "$50,000 Championship of Poker Player" no World Series of Poker, recebendo $1.559.046.
Seu irmão Robert Mizrachi terminou em 5º no mesmo evento.
Mais tarde naquele ano, Mizrachi também fez o "November Nine" no "Main Event" (evento principal), no qual ele viria a terminar 5º, ganhando $2.332.992, e foi eliminado pelo futuro vencedor Jonathan Duhamel.
Todos os quatro irmãos Mizrachi, Mike Mizrachi, Robert Mizrachi, Eric Mizrachi, e Danny Mizrachi entraram na premiação durante o Evento Principal da World Series of Poker de 2010.

Apesar de seu forte desempenho na WSOP 2010, ele perdeu o título de "Jogador do Ano" para Frank Kassela com base no sistema de pontuação pré-existente.
Isto gerou uma grande polêmica porque a maioria do jogadores acreditava que o ano de Mizrachi era melhor, o que resultou em um refinamento do sistema de pontuação.
O sucesso de Mizrachi em 2010 levou o locutor de Poker da ESPN, Norman Chad, a rotular de "O Ano do The Grinder".

Em 2011, Mizrachi quase ganhou outro título da WSOP quando terminou em 2º o evento 42 "$ 2,500 Omaha / Stud Eight or Better", recebendo de premiação $158.148 dólares.
Mas no WSOPE 2011 ( Wold Series of Poker Europa ), Mizrachi ganhou seu segundo bracelete no "€10,400 No Limit Hold'em" (Formato Split), derrotando Shawn Buchanan no heads-up, ganhando €336,008.


Mizrachi fez três mesas finais na WSOP 2012 e ganhou seu segundo título do "$50.000 Poker Player's Championship" (PPC), ganhando $1.451.527.
Só ele tem mais de um título neste evento.

O "2013 WSOP África" viu Mizrachi ganhar o "$3300 Main Event" com uma premiação de $101.267 dólares.

Mizrachi jogou a segunda temporada do programa de TV "High Stakes Poker".

Mizrachi é um jogador diferenciado e bem sucedido no poker que em 2006 ganhou da "Revista CardPlayer" o título de "Jogador do Ano".

Mizrachi ganhou seu apelido "The Grinder" por ter um estilo sólido e consistente de jogo; sempre "moendo" ( grinder significa em ingles, moedor ou triturador ) o seu caminho através dos torneios.

Até 2014, os ganhos em torneios ao vivo de Mizrachi ultrapassavam os US$ 15 milhões.
Seus 35 prêmios no WSOP somam $7,356,105 desses ganhos.


Mike tem trabalhado com a Absolute Poker e com Planet Hollywood Casino em Las Vegas.

Com o dinheiro que ganhou no Poker ele comprou um "motor home", segundo ele para manter a sua família por perto enquanto estava na estrada, mas acabou vendendo-o.
No início de 2010, o Imposto de Renda americano cobrou de Mizrachi o valor de $339.711, por impostos não pagos referentes aos seus ganhos de 2005 a 2007.
Mizrachi também tinha dois imóveis residenciais na Flórida que foram hipotecados e também um condomínio que possuía com o seu irmão, Robert.

Em janeiro de 2013, Mizrachi assinou contrato como a equipe profissional  "Lock Poker".

Michael Mizrachi reside atualmente em Miramar na Flórida com sua esposa Aidiliy, seu filho Paul William Mizrachi (em homenagem a seu avô), e sua filha Julie Malka ("rainha", em hebraico).


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sábado, 28 de junho de 2014

Crônica - Parte 4: “Lucky Man”


Crônica - A série
Parte 4: “Lucky man”

Segurei em meus dedos aquela delicia, em meu rosto um sorriso maroto, desconcertante, de quem olha, quer, pega e se sacia.
Minha risada cínica já provocava os murmúrios da mesa há tempos e, bem, isso só me divertia e me fazia querer mais ainda irritar todos que estavam a minha volta tramando, esperando, conspirando.
Estiquei a outra mão e separei uma banda daquela delícia. Gentilmente, levei a outra banda à boca e, com os dentes, raspei o creme branco com pedacinhos de coco deixando que escorregasse pela minha língua e se derretesse na minha boca. Em seguida, comi as duas bandas de chocolate daquele delicioso biscoito, sorrindo, zombando, girando os olhos, de um lado ao outro e todos na mesa, com suas caras fechadas, me reprovando.

Haviam sido dois dias maravilhosos. Eu chegara em Vegas, olhara todos do topo da escadaria e descera para minha mesa. Já na primeira distribuição de cartas ficou evidente que seria como tem sido nos últimos meses desde que comecei a jogar. Um passeio. Um revigorante passeio rumo ao estrelato, ao sucesso... à fama! Era a primeira vez que me sentava num torneio realmente importante. Um bracelete, uma montanha rica e, a minha volta, os melhores seriam meus rivais.

            Mas desde já, minha lua — sim, minha lua, como todos diziam eu ter nascido virado para ela — me adornava e me deixava ciente de que me acompanharia do início ao fim, despejando toda a sorte a meus pés para que eu me tornasse o melhor de todos.
Bendito dia que, num passeio pela avenida, eu me deparei com aquele poster, trazendo uma imagem singela de um par de ases e a data, local e valor de um torneio de poker.
Nunca havia jogado poker, mas olhei o prêmio e me senti atraído na hora para aquele estranho jogo. Logo eu, uma pessoa que tive sempre o melhor da vida, apesar de não ter nascido na riqueza, atravessara meus 30 e poucos anos recebendo o sorriso da mãe sorte em cada empreendimento meu. 
Me perguntei se, naquele joguinho de azar, seria o mesmo.
Entrei, esvaziei os bolsos e, observei que pouco faltava para a inscrição daquele torneio. Sorri, olhei em volta, sabia que ela não me deixaria na mão. E, assim foi.
De longe, avistei uma garota a quem dei minha atenção por algum tempo. Sabia que, ela, totalmente louca por mim, não se negaria a cobrir o valor que faltava para a inscrição, ou, buy in, como depois fiquei sabendo. 
Mulheres nunca me faltaram. Elas vieram, passaram, choraram. Nunca me apeguei a uma, ou me preocupei se uma ou outra se apegassem demais a mim. Era a vida, era minha vida. 
Aquela garota zangada olhou-me de cima abaixo, rosnou por alguns minutos, mas bastou eu olhá-la com meu sorriso doce zombeteiro e ela se derreteu. Sim, minha sorte com as mulheres nunca me deixou na mão. Muitos reclamavam de com que eu as usava e, em seguida, as descartava.
Mas sou jovem, sortudo... podem me culpar?
Não me custou muito tempo, alguns beijos e algumas promessas para conseguir que ela me emprestasse a quantia necessária para cobrir o buy in.

Pouco tempo depois, eu já entendera as regras daquele jogo, observando quietinho os outros jogadores. Agora, que eu sabia para onde direcionar minha sorte, nada me deteria.
Comecei então a jogar. De início apostei alto, e já na primeira mesa minha sorte de sempre me levou a seguir para  a mesa seguinte e para outra e mais outra até o que eles chamaram de FT, Final Table, Mesa Final. 

Todos estavam surpresos com minha chegada e curiosos. Quem era aquele jogador desconhecido que vinha eliminando, um a um, jogadores profissionais conhecidos e pouco conhecidos? 
Com jogadas estranhas que sempre resultavam no que eles chamavam de bad beat. Ouvia, em torno de mim, os cochichos. Vozes baixas que pouco eu captava o que era dito, exceto alguns poucos termos que mais tarde vim a conhecer pelo uso recorrente. Coin flip, Overcards, Outs, Donk, Fish... esse último, dezenas de vezes aplicado à mim. No fundo, a cada mão ganha, ouvir essas pessoas resmungando, bravas, me chamando disso e daquilo, passou a me divertir, a me incentivar. Que eram eles? Nada mais do que invejosos da minha sorte. Eram o combustível que eu precisava para continuar e continuar abusando da minha lua.
Quando eu abri as cartas da última mão naquele torneio e escutei todos aplaudindo, eu sabia, dentro de mim, que eu nascera para ser o campeão, para ser o homem que levaria sua sorte a dobrar tudo e todos naquele jogo até as mais altas esferas, nos maiores prêmios. 

Em minha cabeça, um vendaval de acontecimentos me levou. Festas, bebidas, mulheres. Fama, fortuna. Naquele momento, talvez eu ainda fosse um pouco humilde, mas... para quê? Eu venci. Eu! Que nem sabia as regras do jogo quando sentei na mesa. Mas, sempre foi assim em minha vida. E sempre será.

Um ano se passou daquele dia. Vários torneios nesse meio tempo, perder era algo tão raro que, em tempo recorde, a fama, o dinheiro, as mulheres, todos estavam aos meus pés. Tenho tudo que minha mente e minha sorte quiserem. E hoje, chegarei naquele topo. Naquele ápice. Serei campeão do mundo!

Vegas tinha se mostrado uma cidade como nenhuma outra para me levar ao topo. Na verdade, ali me senti um rei. Ali, minha sorte estava em casa. Já imaginava, depois de ganhar o mundial, me sentar nos casinos e mostrar para todos o que um deus pode fazer.
Sim. Um deus. Não se enganem, não resta mais, em mim, uma grama sequer daquela pouca humildade que eu ainda tinha um ano atrás. Foi um ano de mesas e mais mesas, vitórias e mais vitórias, festas e mais festas. Glamour, mais glamour... Eu sou o cara.
Mostraria isso, agora não contra grandes, mas, contra os deuses desse jogo. Os melhores de todo o mundo e, eles, então, como todos os outros, se curvariam, àquele que foi agraciado pelo destino para dominar aquele jogo de azar.

Como sempre, mesa a mesa eu vinha jogando como queria, e ganhando como todos não queriam. Eu sabia, todos os jogadores me odiavam. Muitos viam em mim uma oportunidade de ganhar mais, mas outros viam em mim o oposto do que eles defendiam.
Olhava alguns que alegavam passar anos e anos estudando, treinando e, sorria ao escutar defenderem ser isso a forma de ganhar. Eu, por outro lado, destilava zombaria e ironias a cada mão que ganhava. Quanto mais humilhado eu pudesse fazer meu vilão”, mais eu me divertia e me vangloriava.

Agora era o momento.
Olhei do outro lado da mesa. Éramos somente 5 ainda na disputa. Eu vinha, sistematicamente aplicando bads durante dias e dias. Toda imprensa estava focada em mim e eu já era dado como campeão. Como é bom estar ali, no centro do mundo, com tanto poder correndo pelas minhas veias.
Eu possuía a segunda maior stack do torneio. Do outro lado, um atarracado sul americano de nariz achatado. Ele parecia insignificante, mas tinha jogado bem nas ultimas 3 mãos e despachado 2 oponentes que haviam feito de tudo para vencer minha sorte. Ele, com isso, me ultrapassara em stack e, agora, era meu alvo perfeito. 
De todos ele era reconhecidamente o mais fraco da mesa e, seria perfeito. Minha sorte havia agido em favor dele, para que a meu favor, eu tomasse todas as fichas dele e, de uma vez, mostrasse a todos a quem pertencia aquela mesa. E era agora.

Em minhas mãos, um 8♣ e um 3♥, do outro lado da mesa, o nariz achatado disparou uma bet (sic) para pegar as blinds. Ele começara a fazer isso constantemente desde que sua stack se agigantou. Decidi que era o momento e minha sorte não me abandonaria. Fiz uma aposta maior em cima da dele (sic) para ver o que ele faria. Ele me olhou e pagou.

A crupiê, uma linda americana para quem eu sorrira e me exibira durante toda aquela mesa final, separou três cartas e as colocou sobre a mesa.
Um 6♣, um 3♠ e um T♦.
O sul americano de nariz achatado olhou fundo nos meus olhos. Em seguida, ele apostou pouco menos que uns 20% do valor do pote. Eu ri por dentro e, acho que não me contive, gargalhei alisando meu cavanhaque, um gesto que eu tornara uma marca de quando estava prestes a detonar um adversário.
Vou fazer ele achar que estou blefando, — pensei. — pagando a aposta dele apenas invés de forçar.

A crupiê separou mais uma carta. Um A♥.
Sem qualquer lucidez nem sequer tremi ou me passou pela cabeça alguma preocupação que ele tivesse um Ás. Mas, sabia que se ele tivesse, era agora que ele iria apostar forte.
Ele parou, pensou brincando com as fichas. Depois de um tempo, ele deu um check. Não era exatamente o que eu esperava dele. Achei que ele iria tentar comprar aquele pote com aquele Ás, mas ele então mostrava que não. 
Uma armadilha? Talvez. Mas confio mais em minha sorte do que nas armadilhas desses estudiosos de plantão.
Resolvi entrar no jogo dele e, então, também dei check.

Na mesa, a crupiê arrastou um 3♦ para o river.
Eu, novamente, sem me conter, comecei minha costumeira zombaria.
Todos em minha volta me olhavam com a cara fechada, desaprovação era meu combustível. Se eles soubessem...
Agora eu queria, mais do que nunca, que ele tivesse feito sua armadilha naquele Ás. E como sempre, minha sorte me atendeu.

Meu vilão de nariz achatado olhou fixamente para as cartas na mesa e anunciou o Allin!
Novamente soltei uma gargalhada. Aquele tosco vilão achava que iria me fazer desistir da mão fingindo ter trincado o 3? Quando eu mesmo fiz a trinca?
Olhei para o pobre perdedor e anunciei o call.
Sorrindo vi todas as fichas dele serem contadas. E em seguida as minha. Ele me superava em pouco mais de 15% em fichas... Seria fantástico, nem esperei!
Com um sorriso beirando a alucinação para meu vilão coloquei abruptamente meu pocket trincado no 3 sobre a mesa e comecei minha diversão.

Ninguém falou nada, todos estavam em silêncio. Apenas minha risada ecoava. 
Eu, agora, com as mãos esticadas sobre a mesa, rindo sem parar.
Meu vilão, esticando as mãos sobre a minha, olhou-me nos olhos e, no silencio daquele lugar, com todos calados me disse, em alto e bom som, num português que me fez ver nele um compatriota:
— Calma, fish! Isso aqui é poker, não é bingo. Eu tenho um Ás e 3.

F I M


“Dedicado à todos os donks e fishs que fazem a alegria do verdadeiro jogador de poker, aquele que estuda, observa, entende e exalta um esporte e não uma brincadeira de egos.”
MarcioCP



quarta-feira, 25 de junho de 2014

Estratégias Basicas por Faixa de Stack - 1ª Parte



Estratégias Básicas por Faixa de Stack - Parte I


Por Fabio Eiji para a CardPlayerBrasil


Estratégias shortstack

Consideramos um stack curto aqueles até 20bbs. É a faixa de stack na qual temos menos espaço para o jogo pós-flop, levando a grande maioria dos potes a ser decidido ainda pré-flop, aproveitando a fold equity que ainda nos resta. É muito comum nos encontrarmos nessas situações em retas finais de torneios, onde os erros são muito mais caros.

O manual clássico do jogo shortstack sugere o seguinte:

- stacks até 10bbs - situação crítica. Não há espaço para nada além do push ou fold.

- stacks entre 12 e 15bbs - sinal de alerta ligado. Não devemos despediçar fichas abrindo raises com mãos fracas. Praticamente não há raise-fold pré-flop.

- stacks entre 16 e 20bbs - modo resteal. Faixa de stack perfeita para explorar quem está "roubando" demais pois ainda temos fold equity, ou seja, o vilão não está comprometido com o pote quando dá raise e enfrenta um all-in do herói (sobre resteals, consultar o artigo "Ladrão que rouba ladrão" na edição 7).

Raise-fold com stacks curtos

Com o desenvolvimento constante do jogo, essas regras, antes encaradas como dogmas, foram, aos poucos, superadas. Isso significa que conceitos-chave, como pot odds, fold equity e análise de ranges foram esquecidos? Não, muito pelo contrário: eles estão sendo explorados em seu limite.

Hoje, aceita-se que, em determinadas situações e com um range formado principalmente por blockers (mãos que contenham cartas que "bloqueiem" a freqüência de grandes mãos a agir - por exemplo, se temos um A, reduzimos em 50% a chance de AA pela frente), seja possível abrir mini-raise e fold contra uma 3bet ou shove. Por exemplo, em uma mesa tight ou nas quais há pressão pelos saltos de premiações. A grande vantagem é que essa jogada é difícil de ser explorada, pois não há espaço suficiente para uma 3bet light que não se comprometa com o shove do Herói.


3bet light com 18bbs a 20bbs

Outra ferramenta adotada pelos regulares em geral é a 3bet light com 18 a 20bbs. É uma boa estratégia para manutenção do stack contra jogadores muito agressivos. Matematicamente, o Herói não fica comprometido com o pote. Vejamos um exemplo:

Herói no BTN com 20bbs.

Vilão em MP com 40bbs.

Vilão LAG abre miniraise (2x), Hero com A5s no BTN faz a 3bet de 4.2x. Caso o vilão vá all-in, o Herói teria que pagar 15.8bbs pra um pote final de 42.5 (contando blinds e antes). Isso significa que o Herói precisa ter ao menos 37% de equidade para o call ser break even. Supondo que o Vilão vá all-in com o seguinte range: 88+,ATs+,AQo+,KQs,KQo (8%); o A5s tem apenas 36.6% de equidade, ou seja, não tem o necessário nem pro zero a zero, quanto mais pra um call com expectativa de valor positiva.

Como o Herói investe 4.2x com a intenção de ganhar um pote de 8.25 se ação terminar pré-flop, a 3bet tem que passar apenas 50% das vezes para ser, por si só, vencedora no longo prazo. Um vilão loose-agressive tende a abrir raise com uma frequência em torno de 30%. Se ele reagir apenas com aquele range, que é de 8%, significa que muito mais da metade das vezes que ele fizer o raise vai acabar foldando pra 3bet do Herói.

Principais erros dos jogadores inciantes

Em primeiro lugar, é preciso deixar claro que, apesar dessas novas ferramentas serem necessárias no arsenal de todo bom jogador, os stacks curtos ainda devem ser jogados de uma maneira tight. É necessário precisão cirúrgica nas ações pois um raise representa uma parte valiosa do stack. Se temos 12bbs e fazemos miniraise, colocamos 16,6% do nosso stack em jogo. Quantos raises/folds faremos até estar em uma situação totalmente crítica?

Mas o pior erro que um jogador pode cometer é jogar de maneira passiva. É preciso evitar ao máximo o flat call (apenas pagar um raise), principalmente com mãos marginais, como pares pequenos e suited connectors, pois, dessa forma, ficamos muito dependentes da textura do flop e não temos espaço para desenvolver uma mão até o river.

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Assim, encerramos o assunto shortstack. Nos próxima dias, tratarei sobre o jogo com stacks médios, aqueles entre 25bbs e 40bbs, que é a faixa de stack em que jogadores de torneios estão mais habituados a jogar - porém, é onde cometem mais erros. Até a próxima!



sábado, 21 de junho de 2014

Livros Poker Grátis

Livros GRÁTIS de Poker


Esta semana encontrei dois livros muito bons de Poker para compartilhar com vocês.
São livros no formato e-book e podem ser lidos no computador, tablet ou smartphones.

O primeiro é o famoso
Poker em 50 Lições Rápidas e Fáceis – Leo Bello

Descrição do livro

Já escrevi livros e poker para iniciantes e para jogadores mais experientes.
No entanto, todos tentam ser o que há de mais completo e complexo sobre o assunto.
E quanto ao leitor que quer começar a se encantar pelo poker como ele é – ágil e dinâmico?
O que há disponível para uma leitura rápida, informativa e divertida que possa ensinar e entreter quem quer praticar o poker como hobby?
Cinquenta dicas, cinquenta lições, cinquenta minutos para ler.
O tempo de um voo Rio-São Paulo, um almoço no trabalho ou uma lição por noite antes de dormir. Este livro é para iniciantes, mas também para veteranos. Seja bem-vindo!



O segundo é voltado para estratégias de Poker
Poker – A Essência do Texas Hold Em – Carlos Mavca

Descrição do livro

Este livro procura auxiliar os jogadores de todos os níveis a se tornarem vencedores em torneios, em cash games e principalmente no jogo ‘Live’.
As análises apresentadas pelo autor incluem conceitos básicos, objetivos, aspectos psicológicos, emocionais e práticos do jogo além de dicas que demonstram como os jogadores podem melhorar no jogo utilizando a matemática e a estratégia aplicada. Além disso, Mavca fornece informações para a qualidade de vida dos jogadores, pois embora não pareça o jogo de Poker pode trazer diversos problemas para a saúde de um jogador profissional.




quinta-feira, 19 de junho de 2014

Analisando a Jogada - 21ª mão

Olá amigos da PokerManiaBR!!!
Encontrei uma mão muito interessante para analisar desta vez.

Ela aconteceu durante um torneio exclusivo para franceses, o  "Demi-Finale La Maison du Bluff".
O torneio estava no nivel 3 e os blinds em 75/150 fichas.
Nosso herói, "dragon51260", estava no SB com 9♣ 9♠. O "Player 1" faz um raise de 600 fichas e é seguido pelos "Player 3" e "Player 4".
A ação chega ao "dragon51260" que resolve dar call para ver o flop. O "Player 8" que estava na BB também dá call. Ficam portanto 5 jogadores ativos nesta mão e o pote com 3000 fichas.

O Flop abre com 6♦ Q♦ 6♠.
Esse flop não é bom para nosso herói, ele dá check, mas o "Player 1" faz uma Cbet de 900 fichas. O "Player 3" novamente faz call e a ação chega a "dragon51260", aqui creio que ele percebe que a aposta do "Player 1" foi muito pequena, menos de 30% do pote, e que portanto o flop também não foi bom para ele, provavelmente ele teria em sua mão um Ax, Kx, AK ou mesmo um par baixo. Pois se ele tivesse acertado uma trinca ou tivesse já uma mão forte, ele teria feito uma aposta maior.
E por isso nosso herói faz também call.

Vem no Turn um 2♦.
Essa terceira carta de ouros no bordo parece que não ajuda nenhum dos seus adversarios, pois a mesa roda toda em check.
Isso faz com que nosso jogador perceba que nenhum de seus oponentes tem uma mão feita, e que estão com medo de arriscarem.
A partir deste momento ele tem certeza que seu par de noves esta na frente.

O River surge com um 5♦.
Com mais uma carta de ouros na mesa as coisas ficam ainda mais complicadas.
Pois se qualquer um de seus oponentes tiver ouros pode vencer a mão. Ele resolve dar check e ver o que acontece. E logo em seguida o "Player 1" faz uma bet de 600 fichas. Em um pote de 5700 fichas ele fazer uma aposta de somente 600 fichas ( 4 BBs ) denuncia que ele não tem nada, que está dando uma cartada final para tentar ganhar um pote que estava perdido.
Ele consegue espantar o "Player 3" que resolve foldar. Mas o "dragon51260" percebe a manobra do "Player 1" e faz uma 3bet de 2250 fichas.
E o resultado não é outro senão a desistencia do "Player 1".

Essa é uma mão que ilustra bem a forma como alguns jogadores agem.
Eles abrem raise pré-flop com mãos que antes do flop tem força, mas se o flop não lhes é favoravel não sabem o que fazer ou "como" fazer no flop, turn e river.
Fazem apostas baixas ou até mesmo check no flop fora de posição demonstrando claramente que suas mãos são fracas e que se o oponente forçar um pouco eles vão desistir.
Sempre que você identificar um jogador destes faça anotações, são jogadores que podem e devem ser explorados.

Estude seus oponentes, faça anotações, os jogadores tendem a fazer o mesmo tipo de jogadas em situações semelhantes, aprenda a explorar os defeitos de seus adversários.

Vejam abaixo o Boom da mão analisada.





segunda-feira, 16 de junho de 2014

Dicas para Iniciar sua Carreira de Torneios


Dicas iniciais para o início
de sua carreira de torneios


Neste artigo vamos lhe apresentar os torneios e as possibilidades de ganhar que estes lhe oferecem. Além disso, você vai receber dicas importantes para os seus primeiros torneios e vamos lhe explicar como você pode testar este formato de graça e sem qualquer risco nos chamados "freerolls".

Em torneios você está jogando para um grande prêmio
Nos torneios, você paga uma taxa de entrada (buy-in) e recebe um montante predefinido de fichas. Ao contrário do que acontece nos "cash games", nos torneios você normalmente não terá a chance de voltar a comprar fichas caso perca elas todas. Assim que um jogador ganhar todas as fichas que estão em jogo, ele será o vencedor e o torneio fica concluído. Todas as outras colocações são determinadas pelo momento em que um jogador foi eliminado. Para garantir que um torneio não dura para sempre, as apostas obrigatórias (blinds) vão aumentando à medida que o jogo avança.
Como normalmente participam muitos jogadores em um torneio, tem também muito dinheiro em jogo para aqueles que terminarem nas posições premiadas. Na maioria das vezes, os 15% melhor colocados entre todos os participantes receberão um prêmio. Em torneios grandes o vencedor pode receber um montante que corresponde a 1.000 vezes o buy-in inicial. Em torneios pequenos o vencedor normalmente recebe 50 a 200 vezes o buy-in inicial.

Os torneios são divertidos, mesmo para jogadores recreativos!
Os torneios são muito populares tanto entre os jogadores recreativos como entre os jogadores profissionais. Uma vez que você pode ganhar um montante equivalente a várias vezes o seu buy-in, a relação risco-recompensa em torneios é excepcionalmente boa. Adicionalmente, eles despertam a competitividade dos participantes: Quantos jogadores conseguirá deixar para trás? Além disso, o campeonato mundial de poker oficial ("World Series of Poker" ou simplesmente "WSOP") também é jogado neste formato.
Todos os que já jogaram um torneio sabem o quão emocionante pode ser a subida lenta das blinds durante o desenrolar de um torneio, com as decisões a se tornarem mais e mais importantes.


Inicie sua carreira de torneios sem custo com os freerolls
Os freerolls são torneios grátis onde você pode ganhar dinheiro real. Eles são a oportunidade perfeita para os novos jogadores contruírem uma banca nas mesas sem precisarem investir do seu próprio dinheiro. Uma vez que são grátis, eles tendem a atrair muitos jogadores que só conhecem as regras e pouco mais. Portanto, com o conhecimento de uma estratégia básica, você pode rapidamente obter lucro neste tipo de torneios.
Você pode encontrar uma visão detalhada de toda a nossa oferta e promoções de freerolls aqui: http://pt.pokerstrategy.com/freerolls/
É claro que a estratégia certa também é decisiva em torneios. Portanto, basta seguir as seguintes dicas durante seus primeiros torneios.

Quatro dicas para um arranque lucrativo no mundo dos torneios

1. Jogue tight-agressivo
Tight significa que você não deve jogar todas as mãos que recebe. Existem muitas mãos iniciais que simplesmente são tão más quanto aparentam. No entanto, existem também mãos que podem parecer boas aos olhos de um jogador inexperiente, mas que são más para jogar, como, por exemplo, rei-valete.
Após o flop você não deve se apaixonar por qualquer par que possa acertar. Você pode salvar um monte de dinheiro desenvolvendo a capacidade de reconhecer as situações em que simplesmente está batido ou em que as apostas são demasiado elevadas para continuar jogando.
Escolher as mãos iniciais já é metade da batalha e muitos dos seus oponentes nos limites baixos (em torneios isto se refere ao valor do buy-in) cometem muitos erros no que a isto diz respeito. Eles jogam demasiadas mãos ou não sabem quando desistir com certas cartas que lhes parecem melhores do que na realidade são.

Agressivo significa que você deve sempre tentar obter o máximo com suas mãos fortes. Aposte grande quando você tem uma mão forte e não faça "slow play" com essas mãos (jogar como se tivesse uma mão fraca para tentar fazer com que seus adversários apostem).
O tamanho dos seus raises deve ser determinado pela fase do torneio que você está jogando. No início, quando ainda não tem "antes", você sempre deve fazer raise de aproximadamente 3 ou 4 big blinds (BB) se for o primeiro a entrar (todos antes de você fizeram fold ou você é o primeiro jogador a agir na mão). Assim que as "antes" entrarem em jogo, você pode mudar o tamanho dos seus raises para cerca de 2,5 BB - e mais tarde, quando já garantiu parte da premiação, você pode diminuir o tamanho do raise para 2 BB.

2. Aplique a regra "Call 20"
Os pares de mão podem ser uma oportunidade de ganhar grandes potes com um pequeno investimento. Se um ou mais jogadores já entraram em uma mão antes do flop, o call pode ser um movimento muito lucrativo.
Regra de ouro: a quantia que você teria que pagar para dar o call não deve ser superior a 5% da sua stack de fichas (o que significa que você deve ter uma stack de 20 vezes o valor da aposta) e seus oponentes devem ter uma stack semelhante ou até maior.
Se acertar um set (trinca) no flop, você deve continuar jogando a mão de forma agressiva. Se não acertar nada, você pode simplesmente desistir sem ter investido muitas fichas.

3. Fazer limp não é uma opção
Um erro comum nos iniciantes: você está segurando uma mão especulativa como Q♠ T♣ ou 9♥ 8♥ e gostaria de ver o flop. A maneira mais barata de conseguir isso é dando call antes do flop (fazer limp), o que significa apenas pagar a big blind em vez de fazer raise. No entanto, isso não é uma boa jogada!
Um limp pode parecer tentador mas não faz sentido na maioria das situações. Em vez disso, faz muito mais sentido entrar na mão com um raise. Isto irá permitir que você ganhe logo o pote antes do flop ou garantir que você seja capaz de representar de forma convincente uma mão forte no flop - porque você já mostrou força no pré-flop.

4. Use continuation bets
Quando você fez raise antes do flop e um ou dois jogadores decidiram dar call no seu raise, você deve apostar metade do pote no flop. A essa aposta chamamos continuation bet.
Para que isso seja possível, os seguintes requisitos devem ser atendidos:
• Para além de você, não há mais do que outros dois jogadores na mão.
• Você representou uma mão forte antes do flop e entrou no pote com um raise.
• Ainda não existiu outro raise no flop.

Jogue "push ou fold" quando tem poucas big blinds
Assim que a sua stack tiver 15 big blinds ou menos, você deve parar de fazer os raises padrão e seus dois únicos movimentos antes do flop devem ser o all-in direto (push) ou desistir (fold).

Passo 1: Determine a situação e a sua posição na mesa

Você só pode jogar "push ou fold" quando nenhum jogador entrou na mão antes de você. Então, verifique sempre se você é o primeiro a entrar na mão, o que significa que ainda nenhum jogador deu call ou raise.
A sua posição na mesa é determinada pelo botão do dealer, que também é conhecido como "botão". As restantes posições estão ilustradas na imagem abaixo:
UTG significa "Under the gun", MP é "Middle Position" (Posição Média), CO é o "Cutoff", BU é o "Button" (Botão), SB significa "Small Blind" e BB é a "Big Blind".

Passo 2: Escolha a tabela certa
Existem três tabelas para as diferentes posições:
• Se está sentado nas posições UTG a MP1, você deve escolher a Tabela 1.
• Nas posições MP2 até ao CO você deve usar a Tabela 2.
• No Botão e na Small Blind a sua decisão é apresentada na Tabela 3.

Passo 3: Tome a decisão correta de "push ou fold"
Todas as tabelas incluem qualquer mão inicial possível. São usadas as seguintes abreviaturas:
• A = Ás, K = Rei, Q = Dama, J = Valete, T = Dez (10)
• "s" representa "suited" e significa que ambas as cartas são do mesmo naipe
• "o" representa "off suited" e significa que ambas as cartas são de naipes diferentes
Por exemplo, ATs representaria uma mão como A♣ T♣ enquanto KJo seria uma mão como K♦ J♠.
Você só deve ir all-in com mãos que estão destacadas em vermelho, azul ou verde. As diferentes cores correspondem ao número de big blinds restantes em sua stack:
Com as mãos vermelhas você deve ir all-in quando tem 15 big blinds ou menos.
Com as mãos azuis você deve ir all-in quando tem 10 big blinds ou menos.
Com as mãos verdes você deve ir all-in quando tem 5 big blinds ou menos.

Tabela 1: Você está do UTG a MP1


Tabela 2: Você está de MP2 ao CO


Tabela 3: Você está no BU ou na SB


Gestão de banca
Se quer ter sucesso de longo prazo no poker, você deve usar uma gestão de banca. Considere sempre o dinheiro que você paga para participar de um torneio como um investimento. Você só deve investir dinheiro quando existe a possibilidade de um bom retorno e baixo risco. No poker, você pode conseguir isso seguindo uma gestão de banca.
Essa gestão indica basicamente quais os buy-ins que você pode investir (quão alto você pode jogar) de forma a encontrar o equilíbrio certo entre o seu desejo de ...
• ... ganhar o máximo de dinheiro possível quando tem sucesso em um torneio.
• ... aguentar as perdas quando tem uma "bad run" (período de maus resultados).
No início, você vai conseguir isso quando a sua banca é 150 vezes o valor do buy-in do torneio que você quer jogar. A gestão de banca é especialmente importante quando você joga torneios regularmente. Claro que você não precisa começar com 150 buy-ins se quer apenas testar este formato. No entanto, quanto maiores forem os limites que você escolheu jogar, mais conservadora deve ser a sua gestão de banca.
Boa sorte em seus primeiros torneios!


Publicado originalmente na PokerStrategy

domingo, 15 de junho de 2014

sábado, 14 de junho de 2014

Relação de Bônus Grátis - Ativos em Junho / 2014



Relação de Bônus Grátis - Ativos em Junho / 2014



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quinta-feira, 12 de junho de 2014

Crônica - Parte 3: “Heads Up Fora da Lei”


Crônica - A série
Parte 3: “Heads Up Fora da Lei”


Por MarcioCP


Eu estava otimista, olhava atento para os dois, agora, de um ângulo totalmente diferente. Eles pareciam calmos, concentrados. Pareciam ter assimilado os fatos que nos trouxeram até aquela mesa, escondida, iluminada por uma luz tênue num canto úmido de um depósito sujo, fedorento.

À nossa volta, 7 homens bem vestidos, porém, impactantes, grotescos após suas apresentações rápidas e hostis.
O primeiro, é um homem conhecido das manchetes de jornais, de programas policias de TV, um “notório” por assim dizer, um bandido. Junto a ele, outros três, todos dizendo “amém” ao que ele mandava e desmandava.

Mas havia um outro, um “calhorda”, homem baixo, atarracado, com um olhar ferino e, ao contrário do “bandido”, que era até gentil e cortês em suas ameaças, esse era mais ríspido, mais impactante, mais orgânico. Para ele, outros dois homens diziam “amém”. Dois homens assustadores, que empunhavam armas semiautomáticas durante todo o tempo.
Os três valetes do “bandido” eram mais de cercar, deixar no ar a insinuação de suas periculosidades. Agora, aquelas figuras assustadoras estavam a nossa volta, absortos em tudo que ocorria sobre a mesa verde.

Logo de início, o “bandido” e o “calhorda” deixaram bem claras suas intenções e suas disputas e o porquê de nos terem trazido (à força, bem da verdade) até aquele lugar lúgubre, onde eu tinha certeza, nem o mau cheiro de nossos corpos em decomposição fariam uma diferença naquele ambiente que chamasse a atenção de quem quer que seja para nos encontrar.

Não. Ali não haveria ajuda, salvação e, olhando em volta, olhando aqueles homens brutais, nem haveria fuga.
Que ficasse bem claro aos jogadores, a disputa deles seria de vida ou de morte. Eles estavam ali para disputarem um Heads Up. Mas, não um qualquer, um que decidiria uma disputa entre os interesses do “bandido” e do “calhorda”. Em paga a derrota, haveria apenas um prêmio: sangue.
Então, os dois homens a minha frente, campeões acostumados a enfrentar grandes pressões em disputas milionárias, agora, enfrentavam uma grande pressão por um prêmio de valor incalculável, suas vidas.

Meu papel? Sim, meu papel. Eu deveria separar as cartas que decidiriam quem vive, quem morre. Nunca antes, creio, um crupiê, teve um papel tão importante num jogo de poker. De minhas mãos viria a dor de um, a alegria de outro. Eu seria responsável por um crime, e seria responsável por salvar uma vida. Independente da sorte ou matemática tomarem a decisão, minhas mãos seriam o instrumento de tal decisão. Isso me deixava o mais desconfortável que já estive em toda minha vida.

O Heads Up já se arrastava por mais de 3 horas. De um lado, nosso grande campeão, acostumado a derrubar jogadores experientes, jogadores matreiros, ganhador de milhões de dólares e pulseiras, representando o “calhorda” e seus interesses.
Do outro lado, defendendo os interesses do “bandido”, um afamado campeão online, milionário, inteligente, que havia ganho notoriedade derrotando milhares a frente de uma telinha e agora, derrubava lendas ao vivo e a cores em mesas espalhadas pelo mundo.
O duelo do velho, experiente, senhor de si, simpático, “bom ganhador” até mesmo para aqueles que mais o odiavam, contra o jovem, o exibido, o “mau vencedor”, o arrogante.
Não que eles fossem realmente velhos ou novos. Não acho que a diferença de idade entre eles seja maior que 10 ou 12 anos, porém, era nítido que eram de escolas de poker diferentes e, com certeza, escolas de vida opostas.

Devo dizer que, após o choque inicial da situação, ambos se comportavam como campeões, assimilando que, naquele momento, mais do que nunca, deveriam jogar o melhor poker de todos os tempos.
Porém, mais forte que o “jovem campeão”, era sua índole ser, de acontecer, de centralizar todas as atenções sobre si. Quanto mais ele ganhava, mais a situação entre ele e o “velho campeão” se acirrava. Cada mão ganha era uma facada verbal vinda do “jovem” em direção ao peito do “velho”, um escárnio, uma comemoração, uma alusão, mas, sempre, sempre uma tentativa de humilhação desestabilizadora.

Confesso que, com tantos anos de poker, eu olhava aquilo com um profundo desprezo. Mas, não podia negar, ele demonstrava ser um jogador fora do comum. Isso me assustou, já àquela altura a stack do velho campeão estava abalada pelas boas mãos do jovem campeão e começava a ver em seu rosto uma mudança que só pude identificar como uma tristeza, talvez com uma pontada inicial de pavor. Sim, eu começava a ver em seu rosto, antes inexpressivo pelo calejar dos anos psicológicos de uma grande carreira no poker, um vislumbre da certeza de que ele iria morrer. Não depois, não por si ou fatalidade, mas ali, pelas mãos bárbaras daqueles valetes que rezavam para o “bandido” e para o “calhorda”.

Isso acendeu algo em mim, pois, até aquele momento, eu não parara para pensar no meu destino naquela trama estranha. O que seria de mim? Assim como o vencedor eles me poupariam? Ou isso era apenas um prêmio para quem vingasse nas cartas? E se o lado perdedor culpasse a mim pela sorte das cartas? E se o “calhorda” perdesse? Pelo que vi, ele com certeza era vingativo e sanguinário.

Agora, eu comecei a sentir uma estranha certeza de que iria morrer. Meu próprio pavor chegou e se instalou em meu rosto.
Quanto mais aquilo duraria? A stack do “velho campeão” estava se esvaindo, sendo tragada, talvez até por um dia de downswing. Não, não demoraria muito agora. E, justamente ele, representando o “calhorda”, o vingativo, o perigoso declarado naquele instante seria o lesado pelas decisões do baralho. O que seria de mim? O mesmo destino do velho?

Enquanto eu embaralhava e distribuía as cartas e todas essas coisas passavam como relâmpago por minha mente, um brilho no olhar do “jovem campeão” me acordou, tirou-me do devaneio de imaginar como e se teria o mesmo destino do perdedor.

Rapidamente, o “jovem campeão” deu saída num raise forte após relancear os olhos em seu pocket. O “velho campeão” parou, levantou a ponta de suas cartas e observou. Seguro de si, após fechar os olhos por alguns segundos que mais pareceram uma eternidade, ele aplicou uma 3bet.
O “jovem campeão” sorriu. Fez um call ligeiro, rude, estreitando os lábios num bico como de quem está saboreando uma iguaria doce e deliciosa.
Separei as cartas, espalhei-as pela mesa, e, fechando os olhos por um segundo, suspirei profundamente e as virei.

Um 8♥, um 3♣ e um A♦.
Um flop rainbow com uma pesada overcard. Eu tive a certeza que o “velho campeão” gostou muito daquele flop. De repente, uma sensação de alivio me invadiu, talvez o “bandido” fosse mais clemente se fosse derrotado. Ele parecia mais sensato, menos propenso a extremos como o “calhorda” decerto era. Parecia mais, “apaziguador”.
O “jovem campeão”, agora, com um semblante menos traiçoeiro que de início, arriscou uma aposta no flop. Achei que ele se curvaria e cederia, invés disso, ele aplicou uma bet do tamanho do pote.

Me assustei! Teria ele feito uma trinca? Dois pares? Novamente, fui tomado de assalto pela sensação de morte iminente. Olhei para o “velho campeão”, ele, sereno, tranquilo, apenas levantou a cabeça e fez call. Meu pavor, novamente, desapareceu.

Separei mais uma carta, coloquei-a sobre o verde, e lentamente virei-a. Um 7♥.
O “jovem campeão”, mais uma vez, apostou o valor do pote e, mais uma vez, o “velho campeão” resoluto fez um call, agora seco, sem pestanejar. Ambos, agora, se fitavam olho no olho. Vi faíscas, vi dois semblantes duros, não mais humanos, mas máquinas. Ambos sabiam que havia chegado a hora. Um viveria, um morreria. Qual dos dois eu seguiria? Comecei a tremer.

De minha mão tremula, a última carta, um decisivo e fatídico river estava agora deitado sobre a mesa e parei. Olhei-a por alguns instantes, o suficiente até para que os dois jogadores e todos presentes virassem seus rostos em minha direção. Todos agora, cientes de que eu, entre todos, era o mais assustado. Lentamente e com enormes tremedeiras, estiquei minha mão para virar aquela carta.

Uma Q♥!
Olhei a board. Nenhuma carta dobrada, nenhuma carta conectada. O que teriam aqueles dois espetaculares campeões para chegarem ali apostando suas vidas de uma única e decisiva vez?
O “jovem campeão”, sem tirar os olhos dos olhos do “velho campeão” pronunciou apenas:
— All-in!

Ao “velho campeão”, o call significava apenas empurrar todas as suas fichas, perder sua vida. Não que o “jovem campeão” ficasse em situação pior se perdesse, porém, com o que sobraria, ele não duraria mais do que 2 ou 3 mãos. O “velho” sabia, era agora ou nunca.
— Call! — anunciou o velho e, abrindo um sorriso, empurrou para o centro suas duas cartas, virando-as em seguida e exibindo um par de ases trincado no flop.

Uma sensação de salvação me invadiu! Minha tremedeira cessara, minha vida poderia estar salva!
— Excelente mão, velho! — começou o jovem. — Porém, você é velho, eu sou jovem. Eu tenho muito pela frente, você, não tem nada!

Ao pronunciar a palavra “nada”, o jovem virou suas cartas e meu sorriso desapareceu!
Um 3♥2♥ suited! Um flush! Desde o início, o jovem blefara, mas um fortuito runner runner selara os destinos daqueles três homens sequestrados.

— Eu vou viver! — gritou o jovem, levantando-se e abrindo os braços.
Olhei-o atônito, desesperançoso, quando o “bandido” olhou-o e estranhamente indagou:
— Viver?
— Sim, — respondeu o “jovem”. — não foi isso que você deixou bem claro desde o início? Quem ganhar vive, quem perder, morre?
— Você me entendeu errado. — atalhou o “bandido” — Essa disputa não se trata das vidas de vocês. Veja, eu e meu sócio divergimos de como devemos lidar com uma situação. Temos uma pequena comunidade e ela se apossou de algo que é muito importante para nós e quer “negociar” por esse algo. Meu sócio defende que invadamos e matemos todos e recuperemos o que é nosso. Eu, defendo que negociemos, talvez castiguemos um ou dois como lição, mas sem chamar a atenção matando tantas pessoas. Você vê? Hoje, na verdade, você salvou umas 40, 50, talvez mais pessoas.

— Então, — disse eu, sorrindo de felicidade e alivio por ter minha vida salva, e intrometendo-me pela primeira vez desde que tudo se iniciara. — não era sobre nos matar ou nos deixar viver? Era sobre a vida de outras pessoas!
— Exatamente. A vida de vocês três nunca esteve em questão neste jogo.
Nós três sorrimos aliviados.
— Veja bem, — continuou o “bandido”. — Nós nunca deixamos testemunhas de nossos negócios. Vocês já estavam mortos no momento que sentaram nessa mesa.